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Ouro é uma espécie de diário de um daqueles aventureiros assustadores e fascinantes que pensávamos já não existirem hoje ou existirem apenas na imaginação de escritores e cineastas.
Este, porém, existe hoje e realmente. Chama-se Cizia Zykë. Objectivo na vida: juntar uma bela quantidade de ouro e o mais depressa possível.
Com o seu revólver, a sua ausência de escrúpulos e uma formidável coragem, este frio colosso de trinta e poucos anos lança-se, pois, à conquista das riquezas ocultas na península de osa, na Costa Rica. Tem de rasgar, por entre serpentes, polícia corruptos e bandidos, o caminho que o leva às pepitas. Um caminho juntado de bêbedos, de prostitutas, de traficantes ávidos e impiedosos.
Fascinante, o ouro está no fim desta aventura, cuja moral, se de moral podemos falar, se resume deste modo: o mundo é uma caverna cheia de tesouros, só acessível àqueles que aceitam passar pela abjecção para deles se apoderarem.
Zykë tornar-se-á rico e voltará a ser pobre. Mas isso pouco importa: um segredo instintivo perseguia-o de que tudo pode conseguir, se necessário.
Mistura de perigos, de excessos, de irrisão, de amor e solidão, como uma torrente lo dosa mas magnífica, a sua aventura, vivida a um ritmo alucinante e escrita com uma verdade crua (diríamos mesmo: brutal), é uma lição para aqueles que ainda acreditam que a vida vale alguns riscos.