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A ideia central é clara: a igualdade tem aumentado historicamente, mas esse progresso é lento, incompleto e reversível.
Primeiro, Piketty mostra que, desde o século XVIII, houve uma redução significativa das desigualdades, sobretudo graças a grandes transformações políticas e sociais — como a Revolução Francesa, a abolição da escravatura e a criação do Estado social no século XX. Esses avanços não foram naturais nem inevitáveis; resultaram de lutas políticas, movimentos sociais e decisões institucionais.
Segundo, ele argumenta que o progresso rumo à igualdade ocorre em várias dimensões: rendimento, riqueza, educação e direitos políticos. Ainda assim, essas melhorias são desiguais entre países e grupos sociais, e continuam marcadas por fortes disparidades — por exemplo, entre o Norte e o Sul global ou entre homens e mulheres.
Terceiro, o autor critica a ideia de que o mercado, por si só, conduz à igualdade. Pelo contrário, defende que políticas públicas — especialmente fiscais e educativas — são essenciais para redistribuir riqueza e oportunidades. Sem intervenção política, as desigualdades tendem a aumentar.
Por fim, Piketty propõe medidas para o futuro, como impostos progressivos sobre a riqueza, maior transparência financeira e reforço da democracia participativa. O livro termina com um tom cautelosamente otimista: a igualdade pode continuar a avançar, mas depende de escolhas coletivas e de mobilização cívica.
Capa mole
322 páginas