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«Explico que a minha natureza é ociosa e que por isso rejubila com as férias dando-me fulgores que adormecem durante o ano.»
Ivone Mendes da Silva não usa vírgulas nem são necessárias - a vida é ambígua, arbitrária e não permite pausas -, é rebelde na sintaxe, gosta de anacolutos como nessa quebra da ordem sintáctica encontrasse afinal o fio da meada.
É um diário com 518 entradas, sensivelmente dois anos ; duas voltas ao sol em que a autora assinala os seus 60 e 61 anos.
Vive onde os outros não vivem e ao arrepio das suas modas e hábitos. Tem sentido de humor, é uma paladina do silêncio e da solidão e defende-os de todas as ameaças.
Portes grátis, envio em correio editorial.