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Poderia ser o enredo de um romance de ficção: um país a braços com as consequências de uma revolução democrática; o ensino superior mergulhado no caos; o sistema hospitalar em total desorganização. No final da década de 70, um jovem casal de médicos recém-formados decide partir de Coimbra rumo aos Açores, onde nada conhece - nem pessoas, nem lugares.
Nas ilhas, a profissão mistura-se com a descoberta, o desafio e a História. Entrelaçando cirurgias pioneiras, o quotidiano nos hospitais regionais, o contacto pessoal e profissional com os americanos da Base das Lajes e a convivência com fenómenos únicos - como a Justiça da Noite ou o movimento independentista açoriano -, Ilhas Perdidas traça um retrato íntimo e esclarecedor da vida insular, no rescaldo da Revolução de Abril.
Baseada em factos reais e sustentada por documentação da época, Ilhas Perdidas é uma memória literária de valor histórico e humano, essencial para compreender a prática médica insular, as dinâmicas sociais e políticas e as relações internacionais dos Açores num dos períodos mais marcantes da sua história contemporânea.
Uma leitura obrigatória para quem procura conhecer os Açores para além da paisagem.