Culaço & Cufino

Clica na imagem para veres mais fotos do livro.

Sê o primeiro a adicionar este livro aos favoritos!

Culaço & Cufino
Autor(a)
Paulo M. Coelho
Editora
Editora Ómega
Género Literário
Autores Portugueses
Romance
Sinopse

Autor: COELHO, Paulo Mira

Título: Culaço & Cufino

Lisboa, Editora Ómega, 2013

Prefácio: Ruy de Carvalho

Nº páginas: 216 pp.

Dimensões: 23 cm x 16 cm

1ª edição

Tema: Literatura portuguesa - Romance 

...

Da contracapa:

Culaço e Cufino é uma alegoria assente em dois irmãos que representam muito daquilo que é o povo português, na sua passividade, no seu desejo contido de revolta, na graça que empresta a todas as anedotas e a muitas das situações que põem a ridículo os governantes, e os pequenos episódios da vida de todos os dias.
O Culaço sente-se um peão nas mãos do Criador. É um autodidacta, indiferente à sociedade, porventura bipolar, culto, solitário, desabitado pelas mulheres e por Deus, a quem ele in extremis desafia para um jogo de xadrez.
O Cufino é um recatado pároco, para quem os pecados se resumem à sua incontrolável sede de sexo, e as virtudes a uma postura solidária para com os paroquianos traídos no recato da sua sacristia.
Deus parece estar alheio aos desafios da humanidade, pelo que a primeira jogada de Culaço passa pelo assassinato do irmão. Mas Deus não dorme, e de jogada em jogada, os irmãos vão-se aproximando e o Culaço vai mudando, até que a morte os separa, para depois, e perante a eterna gargalhada dos deuses e seu desespero, o nosso herói se sinta na contingência de voltar a "encarnar"... mas num corpo de mulher.
A alegoria passa pelo Portugal de hoje, e pelo caricato de algumas figuras e factos que envergonham um país à beira mar plantado, um terreno escolhido, porventura por Deus, como palco para a encenação apocalíptica do fim dos tempos. O Culaço tem um pouco de todos nós. Tem a malandrice, tem a voz vernácula, tem o toque de sedutor, o jogo de anca, a inventiva, a alegria contida, mas também o desespero, o chorar baixinho, a tendência para o lamento e o miserabilismo de quem não consegue ser mais nada do que ninguém!
Culaço & Cufino não é uma história de revolta, nem uma denúncia. É um encolher de ombros de dois homens que representam um povo, cujo principal dom é o de saber esperar. Esperar por melhores dias, esperar que a coisa não piore. Esperar que Deus se resolva a dar uma solução sustentada. Esperar que a paciência acabe, porque até lá, vai-se andando!
...
Da 1ª badana sobre o autor:

O amor pela vida é a linha mestra que condicionou muitas das opções deste nativo de Capricórnio, de alma africana, para quem a meia idade tem ensinado que todas as coisas têm um lugar e um tempo próprio para se cumprirem. Desde a inquietada adolescência até aos sessentas, não parou de caminhar, com rumo cada vez mais definido, em direcção àquilo que acredita, mesmo contra ventos, apesar das quedas, através de muitas tempestades, de incompreensões e de dolorosos obstáculos. O caminho começou na rádio dos anos 60. Na descoberta de uma revolução estética sem precedentes. Depois foram os jornais e o jornalismo. As revistas, a publicidade, os primeiros textos imberbes e medrosos... e a pesquisa. Sempre a pesquisa e o falar com todos os que tinham a ensinar, muita gente bonita, o tentar experimentar o outro lado das questões, o dizer não, o ficar de pé... mesmo contra a maré. E foi de novo a rádio, o grande sonho e o maior prazer de estar com uma cidade inteira nos ouvidos, que renovou os encontros com o céu. Mais tarde surge o cinema, a fantasia e a televisão, o maior e o mais vil dos meios de comunicação... e o teatro no tempo próprio, naquele lugar onde a maturidade começa a fazer-nos olhar para as coisas simples... e sérias. Do fundo do coração aperece a primeira peça de teatro, depois a segunda e o medo de não se fazer bem, porque por muito andar, por tudo saber, de repente só se sente que nada se sabe. O primeiro livro, é apenas a história da terra que a memória alcança, e o segundo, e muitos contos não publicados pelo meio, abrem portas ao terceiro livro, e a um grande desafio de mostrar na primeira pessoa os sentimentos e as emoções da vida do actor Ruy de Carvalho, que é no fundo um dos poucos homens transversais à vida dos portugueses. Da rádio ficou a paixão, da televisão a crença, dos jornais a tarimba, da publicidade o desejo de se fazer sempre melhor e diferente, do teatro a experimentação, e dos livros, a dedicação a algo que acumula em si uma vida inteira em todos os pequenos e grandes nadas, porque há que escrever para que alguém passe a gostar de ler.

Idioma
Português
Preço
10.00€
Estado do livro
Livro em muito bom estado
Portes Incluídos
Quero comprar
Sobre o/a vendedor/a

RicaLer

Métodos de pagamento: transferência bancaria e mbway