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Autor: BRANDÃO, Fernando Manuel Oliveira de Castro (1943 - 2026)
Título: A Política Externa Portuguesa e a Aliança Defensiva de 1799 com a Rússia
Odivelas, Europress, 1985
Nº páginas: 104 pp.
Dimensões: 23 cm x 16 cm
1ª edição nesta editora revista e aumentada ( a edição original é de 1974 e foi publicada no Boletim do Ministério dos Negócios Estrangeiros )
Colecção: Heuris
Tema: Aliança Portugal - Rússia em 1799
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Da 2ª badana:
A Revolução Francesa abre um período conturbado da história da Europa. Face ao expansionismo de que o novo regime dava provas, logo reagiram as monarquias tradicionais. A guerra tornou-se inevitável secundada por intensa acção diplomática. O quadro europeu sofre alterações profundas em busca de um reequilíbrio que os antagonismos hegemónicos inviabilizavam. Generaliza-se o conflito ameaçando o território português. Constatada a insuficiência do apoio militar britânico, urgia encontrar uma alternativa complementar: factores circunstanciais apontaram para a Rússia.
Diplomaticamente Portugal debater-se-á entre a intransigente defesa dos seus domínios e as cedências pontuais que o inevitável envolvimento nas questões do continente implicavam. Dicotomia complexa com que a política externa portuguesa se defrontará.
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Resumo da biografia actualizada do autor falecido em maio de 2026 retirado com a devida vénia do site "Cronologiasportuguesas.pt":
FERNANDO MANUEL OLIVEIRA DE CASTRO BRANDÃO nasceu no Porto em Novembro de 1943. Tira o curso liceal em Lisboa, frequentando os Liceus Pedro Nunes, Gil Vicente e D. João de Castro. Dispensado da aptidão à Universidade de Lisboa ingressa na respectiva Faculdade de Letras. Com a tese “Relações Diplomáticas Luso-Espanholas, 1813-1823” licencia-se em História com média de 16 valores. É convidado para Assistente do Prof. Jorge Borges de Macedo, cargo que desempenha ao longo de dois anos, por ser convocado a prestar o seu serviço militar. Como docente regeu as cadeiras de Antiguidade Oriental, História do Brasil e História da Cultura Moderna.
Ao término do serviço militar, como Oficial de Acção Psicológica, no Quartel-General de Évora, Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas, sendo ali louvado pelo respectivo Comando e Escola Prática de Administração Militar, candidata-se à carreira diplomática.
Aprovado em 1.º lugar com 16 valores nas provas do concurso de admissão aos lugares de Adido de Embaixada, aberto a 27 de Julho de 1972, ingressa no MNE, na Repartição das Relações Culturais Bilaterais e depois na secção da Cifra. Colocado no quadro externo em Setembro de 1974, serve como Cônsul em Porto Alegre (Brasil) até Janeiro de 1979.
Como 2.º Secretário de Embaixada é colocado na Missão de Portugal no México, onde permanece até Janeiro de 1983, quando regressa à Secretaria de Estado em Lisboa, desempenhando funções de Chefe da Divisão da Europa na Direcção-Geral das Relações Culturais Externas, já como 1.º Secretário de Embaixada.
A convite do MNE Jaime Gama integra o respectivo Gabinete, em Julho daquele ano. Louvado pelo titular da pasta pela forma como desempenhou as funções de Adjunto, é nomeado, em Novembro de 1985, Cônsul-Geral em Boston, EUA, sendo no mês seguinte promovido a Conselheiro de Embaixada.
Na mesma qualidade de Cônsul-Geral é transferido para Luanda em Junho de 1990. Desse posto retorna à Secretaria de Estado em Lisboa assumindo, em Maio de 1991, a Direcção dos Serviços das Relações Culturais Bilaterais. Promovido a Ministro Plenipotenciário de 2.ª classe, toma posse do cargo de Subchefe do Protocolo do Estado em Março de 1993.
Com credenciais de Embaixador é designado para a Embaixada em Islamabad no Paquistão em Julho de 1995, sendo promovido a Ministro Plenipotenciário de 1.ª classe em Março de 1998. É igualmente acreditado como Embaixador não residente nas Maldivas.
No ano seguinte, em Maio, assume a chefia da Embaixada em Caracas, Venezuela, e, simultaneamente, é acreditado como Embaixador não residente em Antigua e Barbuda, Barbados, Guiana, Jamaica, Suriname e Trindade e Tobago.
Em Outubro de 2002 será nomeado Presidente do Instituto Diplomático, cargo que desempenha até ser novamente colocado no quadro externo, em Janeiro de 2005, na Embaixada em Praga, República Checa, com credenciais de Embaixador.
A 7 de Dezembro de 2007 é feito Embaixador "full-rank", atingindo o limite de idade em Praga, República Checa, em Novembro do ano seguinte, jubilando-se de seguida.
Académico Honorário da Academia Portuguesa da História.
É autor de vários trabalhos, nomeadamente na área da História Diplomática Portuguesa.