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O nome deste livro é um pequeno jogo de palavras com um anúncio que se lê e ouve numa das principais estações do metropolitano de Lisboa, a do Marquês. O aviso real diz “atenção ao intervalo entre o cais e o comboio”. Ao autor pareceu-lhe que, se trocássemos “cais” por “caos”, aumentávamos exponencialmente o âmbito do alerta, transformava-mo-lo numa espécie de grande advertência existencial. Vivemos entre o caos de todas as possibilidades e solicitações, num mundo com cada vez mais notificações e menos referências, e a ordem maquinal de comboios, relógios, horários e outras rotinas que nem questionamos. Mas, se atentarmos ao intervalo entre uma coisa e outra, podemos encontrar a poesia, o fascínio, o deslumbre. E não ser esmagados nem pelo comboio, nem pelo caos.