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Karl Popper e Thomas Kuhn são os dois filósofos da ciência mais influentes do século XX. O primeiro concebeu uma nova metodologia científica, a falseabilidade, segundo a qual a principal missão da investigação consiste não em confirmar as teorias científicas, mas em falseá-las, ou seja, procurar casos concretos que as refutem. No campo das ideias sociais e políticas, Popper desenvolveu uma crítica sistemática a todas as formas de totalitarismo. Por seu lado, Kuhn obteve reconhecimento pela sua interpretação do desenvolvimento histórico da ciência como uma sucessão de paradigmas, cada um dos quais guia a investigação durante um longo período até que entra em crise e, através de uma revolução científica, é substituído por um novo paradigma incomensurável com o primeiro. As abordagens de Popper e Kuhn são bastante opostas, e a polémica entre os dois autores desempenhou um papel significativo na filosofia da ciência da segunda metade do século passado.