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Tradução de Augusto Abelaira
1ª Edição de 1967
Coleção Destinos Nº 14
674 Páginas
Aos oitenta anos, André Maurois publicou uma Vida de Balzac que anunciou como o último dos grandes monumentos biográficos com os quais teria enriquecido a literatura do seu tempo. Convém primeiro curvar-se diante de uma obra, espalhada por meio século de trabalho e sucesso, e cujas grandes proporções e abundância incansável nunca enfraqueceram nem a qualidade da escrita nem a vivacidade da inteligência. Aconteceu comigo, como com outros críticos, julgando um após o outro esses volumes que. vindo a um ritmo regular e rápido, sempre dava a mesma impressão de trabalho bem feito, de correta observação da moral, de moral regulada por sábio oportunismo e de impessoalidade culta de grande estilo clássico, aconteceu de desejar alguma rajada de vento que ondulasse este belo lago e respondesse melhor aos tormentos da consciência de nosso século; mas, hoje, considerando como um todo esta obra sem monotonia, vasta sem falhas e cujo ceticismo nunca abole o dom da simpatia humana e o sentido da vida interior.