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Segunda edição. Capa mole.
2022.
ISBN: 978-65-5900-303-7
Coleção de curtos textos de Olívio Jekupé da perspetiva indígena sobre a invasão/descoberta do Brasil, cultura (principalmente guarani) e religião, como foram afetadas pelos colonizadores portugueses e como o panorama geral das culturas e aldeias indígenas se encontra hoje. Inclui uma pequena coleção de fotografias.
Biografia do autor:
"Escritor de literatura nativa, estudou filosofia na USP e já publicou 24 livros, é palestrante, tem 5 filhos e atualmente mora na aldeia Kakane Porã, em Curitiba, Paraná."
Nota nas abas, de Márcia Wayna Kambeba:
"Os povos indígenas buscam manter sua resistência com estratégias que fortaleçam a territorialidade levando em conta o tempo e o lugar. O contato reduziu em grande número as nações que habitavam essa terra de pindorama. Passam-se os anos, novas estratégias de luta se apresenta e eis que surge uma literatura indígena, nativa do ponto de vista do lugar de onde se escreve, originária porque tem uma origem em um povo que compartilha saberes aprendidos com a natureza numa relação de afetividade, amor, harmonia, cuidado doação.
Desbravar horizontes ainda não imaginados foi o que fizeram os "colonizadores invasores", invadidos na alma e no território, modificando modos de vida, adotando novos credos, descobrindo a cruz da dominação, imposição e capitalista opressora. Os povos já conheciam seu Deus, já tinham sua ligação com uma energia maior que movimenta o mundo e que fortalece a quem lhe busca encontrar. Deus para uns Nhanderú, Senerú, Tupã para os povos originários filhos da floresta.
O livro Invasão do escritor Olívio Jekupé vem refletir com a gente sobre esse olhar agora partindo de dentro para fora, com as ideias de quem fala do seu espaço de luta, do seu território memorial, na sua simplicidade de aldeia que não busca complicar as ideias do leitor mas questionar quem são os invasores e como proteger nosso ser dessa invasão. Será que a literatura não é uma forma de descatequisar o que já foi colocado em nosso ser como indígenas e não indígenas?
Deixemos que as palavras de Olívio Jekupé que é um pioneiro na literatura indígena fortaleça em nós uma reflexão profunda de nossas ações e reações perante essa invasão ainda presente nas formas como somos abordados, nas ideias equivocadas de que "estamos nos aproximando da civilização e nos tornando humanos como os que nasceram em um outro lugar na urbanização das grandes cidades". Que nos fale ao coração a literatura nativa de Olívio Jekupé e nos decolonize da forma que puder".