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À coleção de poesia dirigida por Pedro Mexia chega agora uma das mais promissoras vozes da nova poesia portuguesa.
«A Balada de Antoine & Frosty
esperei pela chuva
de chapéu posto
quando eles se arrastaram
longamente pela linha
com o ímpeto com que
milhas e milhas de carruagens vazias
entraram na estação
estudei com cuidado e olhos míopes
e sem qualquer erudição
o horário em frente do meu nariz
sei que não estou viva
dentro da função desta espera
a que ruy belo chamou
tempo detergente
e eu não considerei
coisas óbvias
como
como é ser tu
ou o meu desprezo
pelos jogadores
ou concessões dos meus amigos
às convenções sociais
a posições mais confortáveis
empregos melhores
em termos de progressão de carreira
os gestos neutros de todos os dias
como se fossem um sentido»