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Em Baixo dá-nos um relato impiedoso da experiência da loucura. Como um acto de verdadeira narrativa da memória, vai buscar o seu poder a esta antinomia no seu centro, que é ser uma narrativa racionalmente composta e acuradamente relembrada em aparência, sobre comportamentos assustadoramente cruéis e ensandecidos, terapias científicas que induziam estados de aniquilação pessoal.
Breton encorajou Leonora a escrevê-lo; do seu ponto de vista, a artista inglesa, musa selvagem, femme-enfant, havia concretizado uma das mais desejadas ambições do surrealismo, a catábase da era moderna, a viagem ao outro lado da razão. Leonora havia experienciado verdadeiramente a disfunção que Breton e Paul Éluard apenas tinham conseguido simular em L’Imamaculée Conception em 1930.