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Na semana da Grande Pesca, uma comunidade piscatória arrasta as redes pelo areal - pelas técnicas da arte-xávega - contendo o que nunca antes se tinha visto sair do mar: uma cadeira de pinho, uma mala fechada com aloquete dourado, um homem de fato. Vivo. Ainda pescariam uma grafonola.
No início do século XX convivem pescadores e alta burguesia, empresários, intelectuais e artistas numa praia à beira do Atlântico.
O polvo de prata não deixa o Assobio dormir, as mulheres admiram as pernas de cera da Senhora da Fábrica. As tempestades trazem as invasões sucessivas das ondas, saem sonhos das latas da Fábrica de Conservas. Quando o tempo aquecer, brilhará o Casino toda a noite: começa a música.