Sê o primeiro a adicionar este livro aos favoritos!
Poucas mulheres marcaram tanto o século XX português como Vera Lagoa.
De carácter destemido e opiniões fortes, a sua voz livre foi uma lufada de ar fresco no jornalismo português.
Na coluna «Bisbilhotices», no Diário Popular, comentou a sociedade do final do Estado Novo de forma atrevida, mordaz, indiscreta ao ponto de provocar o escândalo. No pós-25 de Abril, foi das raras vozes independentes, dissonantes, sem compromissos nem cálculo, que se atreveu a criticar os novos poderes instituídos.
De uma menina marcada pela figura trágica do pai até à jovem precoce no trabalho, no casamento e na maternidade; de uma habitué dos ambientes intelectuais e artísticos sofisticados da Lisboa do pós-guerra – onde encontra Amália Rodrigues, Sttau Monteiro, Cesariny, Natália Correia, Ary dos Santos e José Manuel Tengarrinha, o amor da sua vida – à sua entrada nos meios oposicionistas e apoio à candidatura de Humberto Delgado, em 1956.
Da invenção «por desespero» do pseudónimo Vera Lagoa para o Diário Popular de Pinto Balsemão, à sua grande esperança, e posterior desilusão, com o regime democrático, registadas de forma corajosa e contundente no seu jornal O Diabo, Vera Lagoa – Um Diabo de Saias é o registo do percurso tão notável quanto acidentado de uma mulher à frente do seu tempo.