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Alegria Breve é um romance existencialista de Vergílio Ferreira publicado em 1965. A obra, centrada na solidão e nas reflexões metafísicas de Jaime (o último sobrevivente de uma pequena aldeia), é um marco fundamental da moderna literatura portuguesa. «Ganharei o jogo? Perco sempre. Porque tentar ainda? Ganhar uma vez. Uma vez só. Às vezes penso: ganhar uma vez e não jogar mais. Esqueceria as derrotas, a memória do homem é curta. e no entanto... Começo a sentir-me bem, perdendo. Quer dizer: começo a não sentir-me mal. a capela de S. Silvestre já não brilha. Mas ainda se vê bem. É triste o entardecer, boiam coisas mortas na lembrança, como afogados. Uma nuvem clara passa agora não sobre o monte de S. Silvestre, mas sobre o outro, o pico d’El-Rei. É um pico menos aguçado, forma um redondo de uma cabeça. Há quanto tempo já lá não vais? Para o lado de trás, vê-se o sinal de uma aldeia (aldeia?), um sinal breve, trémulo, branco. Quando se olha, o tempo é imenso, e a distância — a vida é frágil e temos medo. Dou xeque duplo, vou-te comer a torre, Padre.»
1.ª edição
Círculo de Leitores, 1980.
5.000 exemplares
Edição integral.
Capa dura e sobrecapa em papel, 231 páginas.
Com assinatura de posse, rabiscos na segunda página e alguns picos de oxidação no corte das folhas.
"Alegria Breve", por Vergílio Ferreira.