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Romance satírico publicado em 1922 que critica a mediocridade, o conformismo e o vazio materialista da classe média norte-americana através da figura de George F. Babbitt.
Considerado pelo Guardian um dos 100 melhores romances da língua inglesa, na altura da sua publicação Babbitt foi considerado um romance atroz, sem enredo, em que o autor se especializava em criar personagens desagradáveis.
Na realidade, o prémio Nobel Sinclair Lewis antecipava o desligamento social da vida nas grandes cidades, a perda de valores, a incapacidade de comunicação, o viver para a imagem e não para a essência.
A vida de George F. Babbitt (apelido que passou a fazer parte do vocabulário dicionarizado do inglês norte-americano) é traçada em pequenos quadros, episódios e anedotas que formam um todo coerente na sua incoerência: dois anos de uma vida. Babbitt é o vendedor imobiliário cuja grande preocupação, deixar uma boa impressão, é o lema da sua vida. Babbitt não é fiel aos seus valores e ideais, é sim fiel aos dos que o rodeiam.
Editora Ulisseia.
Tradução de Bernardo Ramos.
Capa mole, 476 páginas.
Exemplar com picos de oxidação, decorrentes da idade.
"Babbitt", por Sinclair Lewis.