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Lisboa
Parceria António Maria Pereira
Livraria Editora, 1903.
7.ª edição, emendada e com o retrato do Auctor.
«O assunto do meu poema é a corrupção e libertinagem de uma parte da sociedade, corrupção manifestada na literatura desde o idealismo ingénuo e dissoluto do Rafael de Lamartine, até ao realismo descarado e vil dos escritores do segundo império.
Incarnei em D. João a síntese desta ideia, terminando por o fazer morrer a pedir esmola, coberto de chagas e de vermes, no esterquilínio, como um malandro ignóbil.
[…]
Disseram-vos que no meu livro existem frases e palavras de uma nudez absoluta?
Não vos enganaram. Lá está tudo isso, e não o retiro, nem o emendo. […]
A verdade não conhece perífrases; a justiça não admite reticências.»
Exemplar com sólida encadernação meia-francesa, em bom estado, 323 páginas, com descolagem parcial da lombada.
"A Morte de D. João", por Guerra Junqueiro.