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Em 1997 a Federação Internacional de Medicina Desportiva aconselhou as estruturas governamentais ligadas ao desporto a mencionar os dados estatísticos sobre as patologias traumáticas dos seus atletas.
Qual a razão desta preocupação?
É simples: só o conhecimento do número, tipo, gravidade e fatores determinantes das lesões traumáticas dos atletas permite a quantificação dos fatores de risco de cada modalidade desportiva e a introdução de programas de prevenção.
Partindo destes pressupostos, este livro estuda as lesões traumáticas sofridas por 1859 atletas praticantes das 4 maiores modalidades desportivas praticadas em Portugal - andebol, basquetebol, futebol e voleibol -, incluídos em grupos etários que abarcam as fases de crescimento rápido e a fase terminal do crescimento - dos 12 aos 17 anos de idade -, determinando os fatores de risco e apontando medidas de prevenção.
Entre as patologias apresentadas, constam vários tipos de patologias esqueléticas que, pela sua frequência, mereceram uma descrição mais pormenorizada, na tentativa de permitir a todos aqueles que se encontram ligados ao fenómeno desportivo um maior aprofundamento e uma fonte de discussão especulativa sobre as mesmas.
Deste modo, "Lesões no Desporto. Perfil traumatológico do jovem atleta português" visa contribuir para tornar o desporto não uma fonte de doença mas um meio de promoção de saúde acessível a todas as classes sociais e cuja prática generalizada por todos os grupos etários caracteriza uma sociedade evoluída.