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Dominique Wolton estuda há anos a televisão e a sua influência sobre o espaço público. As suas conclusões vão radicalmente contra as ideias em voga. Após ter constatado o quanto este medium se encontra submetido aos conformismos críticos, sacudindo entre as ideologias técnica, política e comunicacional, faz a defesa duma televisão generalista contra uma televisão temática, que encerra cada grupo de cidadãos no gueto da sua especialidade, atomizando o corpo social. Numa sociedade menos ameaçada pela estandardização do que pela coabitação polida de comunidades indiferentes umas às outras, a televisão constitui um dos mais fortes vínculos sociais. Este livro desenvolve também uma sedutora e paradoxal teoria da insatisfação: é porque nunca nos podemos contentar com uma televisão generalista, sem podermos no entanto dela prescindir, que outros modos de comunicação conservam toda a sua legitimidade. Duas ilusões são aqui passadas pelo crivo da análise crítica: a televisão cultural e a televisão - apartheid ineficaz no primeiro caso, mito tecnocrático pseudo-unificador, no segundo. Contendo, as duas, o risco maior de suscitarem rejeições agressivas e um retraimento perigoso em valores individualistas e nacionalistas.