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A CEFAR e o problema do milho Angolano –
Fomento de Angola
A CEFAR e o problema do milho Angolano –
Fomento de Angola
Edição: CEFAR
Ano: 1933
Páginas: 97
Dimensões: 210x140 mm
Peso: 182
IS 1543325890
Exemplar em bom estado
PREÇO: 17.00€
PORTES DE ENVIO PARA PORTUGAL INCLUÍDOS, em Correio Normal/Editorial, válido enquanto esta modalidade for acessível a particulares.
Envio em Correio Registado acresce a taxa em vigor.
Mercados de Milho
Todos os países que não gosem de climas secos e quentes são obrigados a recorrer à importação de milho, visto que êste cereal precisa em absoluto daquelas condições climatéricas para a sua bôa maturação e bom endurecimento, sendo êsses países, no geral, bons mercados consumidores.
Outros países há que, embora em bôas condições para produzirem abundantes quantidades, não colhem o suficiente para as suas necessidades, devido a dedicarem a sua actividade a outras culturas de diferentes espécies cerealíferas ou até a outras explorações agrícolas, donde tiram, muitas vezes, maior rendimento, quer directamente dos produtos da terra, quer do desenvolvimento industrial a que dão origem.
Em Angola, o milho é uma das preferidas culturas dos indígenas, não só por êle constituir o seu principal alimento, como também por ser por meio dêle que êles realizam o pagamento dos seus impostos. As estatísticas conhecidas na Metrópole apresentam-no como o seu principal produto exportador, orçando, números redondos, por 60.000 toneladas anuais.
O mercado metropolitano tem uma larga capacidade de consumo para o que a sua produção local é insuficiente. No ano passado, por exemplo, a importação atingiu 65.000 toneladas, aproximadamente mais 10.000 toneladas de que toda a exportação de Angola no mesmo ano.
Já por aqui se pode avaliar o quanto representará de vitalidade para Angola a normalização dessa cultura, elevando-lhe naturalmente o nível da sua produção que, como acima fica demonstrado, obterá com facilidade colocação nos mercados exteriores.
Em território ultramarino de domínio português temos, por exemplo, S. Tomé e Macau com produções insuficientes que sempre são compelidos a recorrerem à importação.
Outros mercados há no continente africano que vantajosamente poderão ser abastecidos por Angola, desde que ela apresente o milho em boas condições de conservação e os seus tipos sejam seleccionados eclassificados segundo as preferências dêsses mercados, a ponto de satisfazerem plenamente as suas exigências.
Nos mercados de Las Palmas, de Tenerife e de Génova as melhores qualidades dêste produto têm sempre bôa aceitação, sendo a sua capacidade de importação muito razoável;
Os de Inglaterra e de todos os países escandinavos importam-no em grande escala;
O de Itália importa-o em quantidades regulares, e com menor capacidade os de Espanha, Alemanha e Holanda. O mercado do Canadá, ainda que não possa ser totalmente abastecido pela produção local, o seu poder de importação é, todavia, insignificante.
Outros mercados existem que se torna desnecessário mencionar, por já ser suficiente o que fica descrito para uma bôa elucidação das imensas possibilidades que há de se fazer uma grande expansão do comércio do milho angolano no exterior.
As Bolsas de Cereais dos diversos Estados importadores fornecerão todos os elementos para os estudos técnicos sob o ponto de vista comercial, como sejam:-cifras das suas capacidades de importação, cotações,
tipos de qualidade preferidos e outros que sejam necessários para uma boa e fácil penetração ou aumento de expansão.
Por estes dados rápidos se verifica sem custo que, se Angola desenvolver a sua produção ao dobro, ela será facilmente colocada, sem receio do perigo de qual. quer congestionamento das suas reservas.
A sua livre saída está-lhe assegurada e a sua economia, breve passo, se ressentirá dos efeitos salutares dessa reacção benéfica, que será o prelúdio do desenvolvimento de novas actividades, accionadas pelo espírito sereno de acalmia e tendência progressiva de prosperidade. Torna-se necessário, pois, principiar.