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EQUADOR –
Miguel Sousa Tavares
Oficina do Livro
28ª Edição
9895550138
Páginas: 527
Dimensões: 230x150x45 mm.
Peso: 857
TX897-026-2.18E
Exemplar em bom estado, sem rasgos, com alguns picos de acidez no corte e folha de guarda.
Posso facultar mais imagens.
PREÇO: 7.00€
Acresce portes de envio – Correio Editorial
EQUADOR – PERSONAGENS, ANÁLISE E ENQUADRAMENTO
PERSONAGENS PRINCIPAIS
• Luís Bernardo Valença
Protagonista do romance. Jovem aristocrata lisboeta, culto e sofisticado, habituado ao conforto da capital. É nomeado governador de São Tomé por D. Carlos I. A sua evolução é o eixo central da narrativa: passa de observador algo frívolo a homem confrontado com dilemas morais profundos.
• Ann (Ann de alguma forma inglesa, conforme edições)
Figura feminina central. Representa o amor impossível, a transgressão e a força da paixão. A relação com Luís Bernardo funciona como catalisador da sua transformação interior.
• D. Carlos
O rei surge no início da narrativa como símbolo de uma monarquia sofisticada, mas em declínio. A sua confiança em Luís Bernardo coloca o protagonista no centro de uma questão política delicada: a denúncia internacional da escravatura disfarçada nas roças de cacau.
• Personagens secundárias
Administradores coloniais, proprietários de roças, missionários, diplomatas britânicos — todos ajudam a compor o retrato político e social do império português no início do século XX.
CONTEXTO HISTÓRICO
O romance decorre por volta de 1905–1907, pouco antes do fim da monarquia portuguesa (que cairia em 1910).
A ação passa-se sobretudo em São Tomé e Príncipe, então colónia portuguesa, num momento em que havia forte pressão internacional — especialmente britânica — sobre Portugal, devido às denúncias de trabalho forçado nas plantações de cacau.
A narrativa cruza:
O declínio da monarquia portuguesa
A política colonial
O debate moral sobre escravatura e trabalho contratado
A tensão diplomática com o Império Britânico
TEMAS CENTRAIS (ANÁLISE MAIS APROFUNDADA)
1. Colonialismo e consciência moral
O livro coloca a pergunta: pode um homem mudar um sistema injusto por dentro?
Luís Bernardo confronta-se com a realidade brutal que contrasta com o discurso oficial da metrópole.
2. Amor vs. dever
O conflito entre paixão e responsabilidade política estrutura grande parte da narrativa. O amor surge como força libertadora, mas também destruidora.
3. Idealismo vs. pragmatismo
O protagonista parte com intenções idealistas, mas descobre que o poder implica compromissos morais.
4. Declínio de uma época
O romance funciona também como metáfora do fim da monarquia: luxo, refinamento e elegância convivem com decadência e cegueira política.
ESTILO LITERÁRIO DE MIGUEL SOUSA TAVARES
Narrativa clássica e linear
Linguagem acessível, mas com cuidado histórico
Forte componente descritiva (ambientes tropicais, salões lisboetas)
Ritmo próximo do romance histórico tradicional
Não é um romance experimental; privilegia a narrativa envolvente e cinematográfica — o que ajuda a explicar o seu grande sucesso junto do público.
ADAPTAÇÃO TELEVISIVA
A obra foi adaptada para série televisiva em 2008, produzida pela TVI, reforçando o impacto cultural do romance em Portugal.