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GUERRAS DO ALECRIM E MANGERONA - ~
António José da Silva
Apresentação didáctica de
Albina de Azevedo Maia
Edição: Porto Editora
Ano- 1975
IS 1543325890
Páginas: 192
Dimensões: 210x150 mm
Peso: 259
TX-A026-G290-0.97PR
Exemplar com marcas de desgaste na capa, miolo em bom estado.
PREÇO: 7.00€
Acresce portes – Correio Editorial
A obra Guerras do Alecrim e Manjerona, do dramaturgo luso-brasileiro António José da Silva, é uma das mais emblemáticas comédias do teatro português do século XVIII. Nesta edição com apresentação didática de Albina de Azevedo Maia (Porto Editora, 1975), a peça surge contextualizada para facilitar a compreensão do seu valor literário e histórico.
A narrativa gira em torno de rivalidades amorosas e sociais, simbolizadas pelas “guerras” entre o alecrim e a manjerona — metáforas para grupos ou interesses opostos. No centro da ação estão jovens enamorados que enfrentam obstáculos impostos por convenções sociais, intrigas e equívocos. Como é característico do autor, o enredo desenvolve-se através de situações cómicas, disfarces, enganos e diálogos espirituosos, conduzindo a um desfecho harmonioso.
A peça destaca-se pela crítica subtil aos costumes da sociedade da época, especialmente no que toca ao casamento por interesse, à autoridade familiar e às aparências sociais. O humor, frequentemente satírico, serve como instrumento de reflexão, revelando a hipocrisia e os jogos de poder entre classes.
Escrita no estilo do teatro de cordel e influenciada pela tradição operática, Guerras do Alecrim e Manjerona integra música, lirismo e dinamismo cénico, o que contribui para o seu caráter leve e acessível. Ao mesmo tempo, preserva uma dimensão crítica que a torna relevante ainda hoje.
A apresentação didática desta edição valoriza a obra enquanto recurso pedagógico, oferecendo enquadramento histórico, análise temática e apoio à leitura, sendo especialmente útil para estudantes e leitores interessados na literatura clássica portuguesa.
No seu conjunto, esta comédia permanece como um retrato vivo e irónico da sociedade setecentista, confirmando o talento de António José da Silva como um dos grandes nomes do teatro português.