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A NOSSA ÉPOCA E O DESTINO DO MUNDO –
W. A. Spicer
Edição: Sociedade Filantrópica Adventista.
1ª edição - 1931.
Páginas: 374,
Encadernação editorial em tela verde.
Dimensão 220x150 x 25 mm.
Peso:981
TX-A026-1036-2.27EE
IS 1543325890
EXEMPLAR EM EXCELENTE ESTADO DE CONSERVAÇÃO
PREÇO: 29.00€
Acresce portes de envio – Correio Editorial
SINOPSE
Livro pré advento.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia faz parte da vertente cristã protestante, restauracionista e sabatista. Como seu próprio nome sugere, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é distinguida por sua ênfase na iminente segunda vinda de Jesus Cristo e pela observância do sábado como dia sagrado, assim como é para o judaísmo.
A obra “A nossa época e o destino do mundo” (1931) é a edição portuguesa do livro Our Day in the Light of Prophecy, escrito por William Ambrose Spicer, um pastor e dirigente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que foi inclusive presidente da Conferência Geral dessa igreja no início do século XX.
A edição portuguesa foi publicada pela Sociedade Filantrópica Adventista, em Lisboa, em 1931, com cerca de 374 páginas e várias ilustrações, sendo uma obra de divulgação religiosa e profética destinada a explicar os acontecimentos do mundo à luz das profecias bíblicas.
CONTEÚDO E OBJETIVO DA OBRA
O livro pretende responder a uma pergunta central: qual é o significado dos acontecimentos históricos e contemporâneos à luz das profecias da Bíblia?
Spicer defende que os acontecimentos da história moderna confirmam as profecias bíblicas e indicam que a humanidade se encontra no “tempo do fim” que precede a segunda vinda de Cristo.
A obra é típica da literatura escatológica adventista, ou seja, voltada para a interpretação do destino final do mundo segundo a Bíblia.
ESTRUTURA GERAL (PRINCIPAIS TEMAS)
Embora as edições possam variar, o livro segue aproximadamente esta sequência temática:
1. A BÍBLIA COMO GUIA DA HISTÓRIA
Spicer começa por defender que a Bíblia contém um plano profético da história mundial.
Segundo ele, as profecias permitem compreender o rumo dos acontecimentos contemporâneos.
2. Panorama profético da história
O autor apresenta interpretações das profecias dos livros bíblicos de:
Daniel
Apocalipse
Estas profecias são interpretadas como sequências históricas desde a Antiguidade até ao fim do mundo.
3. Sinais do “tempo do fim”
O livro aponta acontecimentos históricos considerados sinais proféticos, como:
o Terramoto de Lisboa de 1755
o chamado “Dia Escuro” de 1780
a queda de meteoros de 1833
Estes fenómenos são apresentados como sinais previstos no Apocalipse que indicariam a proximidade do fim dos tempos.
4. Situação política e social do mundo moderno
Spicer analisa acontecimentos do início do século XX (guerras, crises sociais, mudanças políticas) como evidências de que a história caminha para um clímax profético.
5. Doutrinas adventistas
A obra também apresenta várias doutrinas características do adventismo, como:
importância da Lei de Deus e dos Dez Mandamentos
observância do sábado
juízo divino anterior à segunda vinda
ressurreição dos mortos
o milénio e o destino final da humanidade.
6. A segunda vinda de Cristo
O livro culmina com a expectativa da segunda vinda de Jesus, vista como o acontecimento decisivo que encerrará a história humana e inaugurará um novo mundo.
IDEIA CENTRAL DA OBRA
A mensagem essencial de Spicer é que:
a história mundial não é aleatória,
ela segue um plano profético revelado na Bíblia,
e os acontecimentos modernos indicariam que a humanidade está próxima do fim da era atual e do retorno de Cristo.
IMPORTÂNCIA HISTÓRICA:
Este livro foi muito usado no apostolado e na propaganda missionária adventista no início do século XX, sendo traduzido em várias línguas e distribuído por colportores e missionários.
ÍNDICE TEMÁTICO APROXIMADO DA OBRA
1. A nossa época à luz da profecia
Introdução geral onde o autor explica que os acontecimentos contemporâneos devem ser interpretados à luz das profecias bíblicas.
2. A Bíblia como revelação do futuro
Defesa da ideia de que Deus revelou antecipadamente a história humana nas Escrituras.
3. As grandes profecias do livro de Daniel
Interpretação das visões proféticas do livro bíblico de Daniel como uma sequência de impérios mundiais.
4. Os quatro grandes impérios da história
Análise histórica e profética de:
Babilónia
Medo-Pérsia
Grécia
Roma
5. A divisão do Império Romano
Explicação da fragmentação da Europa após Roma, considerada cumprimento de profecias.
6. O poder religioso na história
Discussão sobre a influência das instituições religiosas na história europeia e na interpretação profética adventista.
7. O período profético dos 1260 anos
Interpretação de um período simbólico mencionado em Daniel e Apocalipse.
8. O tempo do fim
Segundo o autor, o mundo entrou numa fase final da história prevista na Bíblia.
9. Sinais nos céus e na terra
Descrição de acontecimentos considerados sinais proféticos, incluindo:
Terramoto de Lisboa de 1755
o “dia escuro” de 1780
a grande queda de meteoros de 1833
10. O juízo divino
Apresentação da doutrina adventista do “juízo investigativo”.
11. A lei de Deus e os Dez Mandamentos
Defesa da validade permanente da lei divina.
12. O sábado bíblico
Explicação da importância da observância do sábado, característica central da doutrina adventista.
13. O estado dos mortos
Discussão sobre a condição da alma após a morte segundo a interpretação adventista.
14. A segunda vinda de Cristo
Descrição da volta de Cristo como evento literal e visível.
15. O milénio
Explicação do período de mil anos mencionado no Apocalipse.
16. O destino final da humanidade
Conclusão sobre o destino dos justos e dos ímpios e a restauração final do mundo.
CARACTERÍSTICAS DA EDIÇÃO DE 1931
linguagem apologética e missionária
muitas ilustrações e quadros proféticos
intenção de divulgação religiosa popular
bastante distribuído por colportores adventistas
✅ Curiosidade:
Esta obra é a tradução portuguesa de Our Day in the Light of Prophecy, um dos livros missionários mais difundidos do adventismo nas primeiras décadas do século XX.
O significado das profecias de Daniel que Spicer interpreta (especialmente a estátua de Daniel 2 e as quatro bestas de Daniel 7).
Essas partes são normalmente consideradas as mais importantes da obra.
Duas das interpretações proféticas mais importantes são as do capítulo 2 e do capítulo 7 do livro bíblico de Livro de Daniel. O autor segue a interpretação histórica tradicional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, segundo a qual essas profecias descrevem a sucessão de grandes impérios mundiais até ao fim da história.
1. A estátua do sonho de Nabucodonosor (Daniel 2)
Segundo o relato bíblico, o rei Nabucodonosor II teve um sonho com uma grande estátua composta por diferentes metais. Daniel interpreta o sonho como uma sequência de reinos.
INTERPRETAÇÃO APRESENTADA POR SPICER
Parte da estátua Material Império representado
Cabeça Ouro Babilónia
Peito e braços Prata Medo-Pérsia
Ventre e coxas Bronze Grécia
Pernas Ferro Roma
Pés Ferro e barro Europa dividida
Significado segundo o autor
Spicer argumenta que esta sequência corresponde à história conhecida:
Babilónia dominou o Médio Oriente.
Depois veio o império Medo-Persa.
Seguiu-se o império de Alexandre, o Grande (Grécia).
Posteriormente surgiu Império Romano.
Após a queda de Roma, a Europa nunca voltou a unir-se completamente (simbolizada pelo ferro misturado com barro).
A pedra que destrói a estátua
No sonho aparece uma pedra que destrói a estátua e se torna um grande reino.
Spicer interpreta essa pedra como o reino de Deus, que surgirá na segunda vinda de Cristo.
2. As quatro bestas (Daniel 7)
No capítulo 7 de Daniel, aparece outra visão simbólica com quatro animais.
Spicer explica que esta visão repete a mesma sequência histórica da estátua, mas com símbolos diferentes.
Animal Significado
Leão com asas Babilónia
Urso Medo-Pérsia
Leopardo com quatro asas Grécia
Besta terrível com dez chifres Roma
Os dez chifres
Spicer interpreta os dez chifres como os reinos que surgiram após a queda do Império Romano na Europa.
Entre eles surgiria um “pequeno chifre”, entendido pelos adventistas como um poder religioso que dominaria durante séculos.
3. O “tempo do fim”
Segundo Spicer, estas profecias indicam que:
a sequência dos impérios já se cumpriu historicamente,
a humanidade vive agora na fase final representada pelos pés da estátua (Europa dividida),
o próximo grande acontecimento será a segunda vinda de Cristo.
4. Ideia central da interpretação
A conclusão que Spicer pretende demonstrar é:
as profecias bíblicas anteciparam a história mundial;
o facto de já se terem cumprido até ao presente é visto como prova da veracidade da Bíblia;
os acontecimentos modernos indicariam que o mundo caminha para o fim da história atual e para o estabelecimento do reino de Deus.
CURIOSIDADE HISTÓRICA:
Este tipo de interpretação histórica das profecias foi muito difundido no século XIX e início do século XX por pregadores adventistas e protestantes.
Na obra dá grande destaque ao Terramoto de Lisboa de 1755, considerando-o um dos acontecimentos históricos que, na sua interpretação religiosa, corresponderia a um “sinal profético” anunciado na Bíblia.
O terramoto de Lisboa na interpretação de Spicer
O autor liga este acontecimento a passagens proféticas do Apocalipse (livro bíblico) e dos Evangelhos, nas quais se fala de grandes abalos da terra antes do fim dos tempos.
Segundo Spicer, o terramoto de 1755 teria características que o tornariam especialmente significativo:
enorme intensidade destrutiva
feitos sentidos em grande parte da Europa e do Norte de África
seguido de tsunami e incêndios que devastaram Lisboa
impacto psicológico e religioso muito forte em toda a Europa
Ele apresenta o evento como um marco no início do chamado “tempo do fim”.
A sequência de “sinais” que o autor identifica
Spicer afirma que três acontecimentos históricos estariam ligados às profecias do Apocalipse:
Terramoto de Lisboa de 1755
– interpretado como cumprimento de profecias sobre grandes sismos.
O “Dia Escuro” de 19 de maio de 1780
– fenómeno atmosférico observado sobretudo na América do Norte, em que o céu escureceu durante o dia.
A chuva de meteoros de 1833
– uma impressionante tempestade de estrelas cadentes observada no continente americano.
Segundo o autor, estes três acontecimentos corresponderiam aos sinais mencionados em Apocalipse 6:12-13.
Significado teológico segundo o livro
Para Spicer, esses fenómenos indicariam que:
a humanidade entrou num período final da história;
os acontecimentos mundiais (guerras, crises sociais, instabilidade política) fariam parte do processo que antecede a segunda vinda de Cristo;
o mundo caminha para o estabelecimento do reino de Deus.
Importância do terramoto de Lisboa no pensamento religioso
O Terramoto de Lisboa de 1755 teve um impacto enorme no pensamento europeu:
gerou debates filosóficos entre pensadores como Voltaire e Jean‑Jacques Rousseau sobre o problema do mal;
levou a reflexões religiosas sobre o sentido das catástrofes naturais;
foi frequentemente citado por movimentos religiosos como sinal de advertência divina.
Spicer insere-se nessa tradição interpretativa, mas dentro da teologia profética adventista.