PORTUGAL - O ULTRAMAR E O FUTURO -

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PORTUGAL - O ULTRAMAR E O FUTURO -
Autor(a)
Manuel José Homem de Mello
Editora
edição de autor
Género Literário
Autores Portugueses
Desenvolvimento pessoal
Histórico
Não ficção
Outro
Sinopse

PORTUGAL - O ULTRAMAR E O FUTURO -

Manuel José Homem de Mello

Prefácio de Francisco Craveiro Lopes, antigo Presidente da República portuguesa.

Ano da edição: 1962

Edição: edição de autor

Páginas:130

Dimensões: 180x115 mm

Peso:108

TX-A026-G140-0.5EE

 

Exemplar em razoável estado de conservação, ligeiro desgaste da capa, miolo limpo, sem anotações, sem rasgos.

Tem uma assinatura na folha de guarda

 

PREÇO:11.00€

Acresce portes  Correio Editorial
 

A obra Portugal, o Ultramar e o Futuro, escrita por Manuel José Homem de Mello e publicada em 1962, é um ensaio político sobre o problema do império colonial português e o futuro de Portugal no contexto internacional do pós-Segunda Guerra Mundial. O livro teve grande impacto porque criticava a política colonial do regime do António de Oliveira Salazar, algo pouco comum na época.

2. CONTEXTO HISTÓRICO

O livro surge num momento crítico da história portuguesa:

Em 1961 começaram as guerras coloniais em Angola.

A comunidade internacional pressionava Portugal a descolonizar.

O regime do Estado Novo defendia que as colónias eram “províncias ultramarinas” e parte integrante de Portugal.

Neste contexto, a obra de Homem de Mello foi muito polémica, porque questionava a estratégia oficial do regime.

 

3. IDEIAS PRINCIPAIS DO LIVRO

 

O autor apresenta uma reflexão estratégica sobre o futuro do império português. Entre as teses mais importantes:

CRÍTICA À POLÍTICA COLONIAL RÍGIDA

 

Homem de Mello argumenta que Portugal não podia ignorar o movimento mundial de descolonização. A manutenção do império pela força poderia levar a guerras longas e desgastantes.

 DEFESA DE UMA SOLUÇÃO POLÍTICA

Ele propunha reformas políticas no Ultramar, incluindo:

autonomia progressiva dos territórios;

integração política mais flexível com Portugal;

negociação com elites locais.

A ideia central era evitar a guerra colonial através de uma solução política antecipada.

 ADVERTÊNCIA SOBRE O FUTURO

O autor alertava que, se Portugal não conduzisse a transformação, a independência acabaria por surgir contra Portugal.

Esta previsão tornou-se famosa porque, anos depois, ocorreram:

a Guerra Colonial (1961-1974)

a independência das colónias após o Revolução dos Cravos de 1974.

4. REPERCUSSÃO E POLÉMICA

A obra foi considerada corajosa e pioneira, pois vinha de alguém que tinha estado dentro do sistema político do Estado Novo.

Consequências e reações:

provocou mal-estar no regime de Salazar;

abriu debate sobre o futuro do império;

mais tarde muitos historiadores consideraram que o autor antecipou problemas reais da guerra colonial.

 

5. VALOR HISTÓRICO

Hoje o livro é visto como:

um documento político importante dos anos 60;

um exemplo de crítica interna ao Estado Novo;

uma obra que tentou pensar uma descolonização gradual antes da guerra.

 

 EM RESUMO:

Portugal, o Ultramar e o Futuro é um ensaio político que questiona a política colonial portuguesa e defende uma solução política para o império, antecipando problemas que Portugal enfrentaria durante a Guerra Colonial.

: PREFÁCIO

O livro abre com um prefácio de Francisco Craveiro Lopes, antigo Presidente da República portuguesa.

Nesse texto inicial é salientada a importância de discutir com realismo a situação do Ultramar português num momento de forte pressão internacional.

 O PROBLEMA DO ULTRAMAR

O autor começa por apresentar a situação colonial portuguesa no início da década de 1960:

surgimento de movimentos nacionalistas nas colónias;

pressão da ONU e das grandes potências;

início dos conflitos armados em África.

Homem de Mello defende que Portugal enfrenta uma mudança histórica inevitável.

 

 A POSIÇÃO DE PORTUGAL NO MUNDO

Nesta parte analisa-se:

o isolamento diplomático português;

a nova ordem internacional após a Segunda Guerra Mundial;

a vaga global de descolonização.

O autor argumenta que Portugal não pode manter indefinidamente uma política colonial tradicional.

 CRÍTICA À POLÍTICA ULTRAMARINA DO REGIME

Aqui surgem algumas das passagens mais polémicas da obra.

O autor critica:

a rigidez política do Estado Novo;

a falta de reformas administrativas nas colónias;

a ideia de que as colónias são simplesmente “províncias ultramarinas”.

Embora respeitoso na linguagem, o livro questiona diretamente a política do governo de António de Oliveira Salazar.

 PROPOSTAS PARA O FUTURO

Esta é a parte central do livro. Homem de Mello defende:

maior autonomia política para os territórios ultramarinos;

participação das populações locais na administração;

reformas económicas e sociais;

evolução gradual para novas formas de relação com Portugal.

A ideia não era uma independência imediata, mas uma transformação progressiva do império.

 

 ADVERTÊNCIA FINAL

O autor termina com um aviso claro:

se Portugal não promover reformas voluntárias, os acontecimentos poderão impor soluções mais bruscas.

Essa previsão acabou por se confirmar com:

a Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974)

e o processo de descolonização após a Revolução dos Cravos em 1974.

IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DA OBRA

O livro tornou-se relevante porque:

foi uma crítica interna ao regime ainda durante o Estado Novo;

antecipou problemas que mais tarde levariam à guerra colonial;

é hoje usado por historiadores para compreender o debate político sobre o império português nos anos 60.

a Guerra Colonial Portuguesa (1961–1974)

e o processo de independência das colónias após a Revolução dos Cravos em 1974.

Alguns historiadores consideram que foi uma das primeiras tentativas, dentro do próprio regime, de defender uma solução política para o império.

 

Idioma
Português
Preço
11.00€
Estado do livro
Exemplar em razoável estado de conservação, ligeiro desgaste da capa, miolo limpo, sem anotações, sem rasgos.

Tem uma assinatura na folha de guarda
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