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UM MODO DE SER –
João Lobo Antunes
Editor – Gradiva
ISBN:9726624991
6ª Edição – 1997
Páginas: 203
Dimensões:210x1350 mm
Peso: 254
TX-A026-G233-0.73PR
Exemplar em bom estado
PREÇO: 6.00€
Acresce porte – Correio Editorial
O livro "Um Modo de Ser" é uma obra de referência do aclamado neurocirurgião e ensaísta português João Lobo Antunes. Publicado pela editora Gradiva (integrado na prestigiada coleção Ciência Aberta), este livro reúne um conjunto de ensaios profundos sobre a prática médica, a ciência e a condição humana.
Sinopse e Temas Principais
A obra reflete sobre a evolução da Medicina num mundo em rápida transformação. João Lobo Antunes foca-se na forma como a medicina clínica e o seu ensino foram afetados por várias forças modernas:
Avanços Tecnológicos: O impacto do tremendo progresso científico e tecnológico das últimas décadas na prática diária da medicina.
Pressões Externas: O controlo cada vez mais vigilante e escrutinador por parte dos políticos, da comunicação social e dos próprios doentes.
A Prática Médica: A necessidade crescente do trabalho em equipa e o perigo de a medicina, seduzida pela tecnologia e atordoada pela burocracia, perder a sua "face humana" e a capacidade de ver a individualidade de cada pessoa que sofre.
Valor Histórico
Além das reflexões éticas e filosóficas sobre o ato de curar, o livro tem um valor histórico inegável para a medicina em Portugal e no mundo. Destacam-se, em particular:
Uma nota fascinante sobre os encontros entre Harvey Cushing (considerado o pai da neurocirurgia moderna) e Reynaldo dos Santos (eminente cirurgião português e historiador de arte).
A publicação de correspondência inédita do Prémio Nobel Egas Moniz dirigida ao seu discípulo, o neurocirurgião Almeida Lima.
Sobre o Autor e o Contexto
João Lobo Antunes (que venceu o Prémio Pessoa no mesmo ano em que o livro foi originalmente lançado, em 1996) sempre se destacou não apenas pela sua excelência técnica com o bisturi, mas pela sua pena brilhante.
"Um Modo de Ser" reflete exatamente isso: a visão de um médico profundamente humanista que acreditava que a medicina, por muito tecnológica que se torne, será sempre uma arte assente na narrativa do doente e na compaixão de quem o ouve.