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Um grito que rasga o corpo do teatro e o devolve à sua origem sagrada e violenta. Arte e a Morte reúne fragmentos, ensaios e alucinações de Antonin Artaud — o visionário que quis incendiar o palco e libertar a arte da prisão da razão. Aqui, a criação é inseparável da destruição, o gesto poético é o gesto de morrer e renascer, e a linguagem torna-se matéria incandescente, corpo em combustão.
Artaud pensa e sente com a ferocidade de quem recusa a domesticação da vida. O seu pensamento, entre o delírio e a lucidez, abriu caminho para o teatro da crueldade, para o surrealismo e para toda a arte que ousa tocar o indizível. A sua escrita, feita de fogo e desespero, é também uma oração pelos corpos que resistem — um testamento da beleza como ferida e como revelação.
Antonin Artaud (1896–1948), poeta, ator, ensaísta e um dos espíritos mais radicais do século XX, transformou o teatro e a filosofia com a sua visão de uma arte que atravessa o inferno da consciência para reencontrar o humano.
Data de publicação: Novembro 1993