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O horizonte não se vê. Nem agora, muito menos agora.
E o sul, depois do colonialismo e mais trinta anos de projectos de desenvolvimento, já não está no mapa. Não por falta de atenção, mas talvez por demasiada atenção. Dizem os peritos do Banco Mundial: os "absolutamente pobres", os que dispõem de menos de um dólar por dia (menos de cinco contos por mês), são agora mais de mil milhões no nosso planeta - nada menos do que o equivalente a toda a população de todos os países industrializados. A esperança de vida em África é de 53 anos, e tem diminuído. A África subsaariana, com 500 milhões de habitantes e cuja população duplica todos os 23 anos, produz tanto quanto a Bélgica, com dez milhões de habitantes. E tudo o que produz está comprometido com a dívida externa.