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Enganos, mentiras e falsidades estão no bojo da nossa herança cultural. Mesmo o mito fundador da tradição judaico-cristã, a história de Adão e Eva, tem como ponto central uma mentira. Estamos falando, escrevendo e cantando a respeito de enganos desde que Eva disse a Deus: “A serpente me enganou e eu comi.” Nosso apetite aparentemente insaciável por histórias de enganos vai de um extremo a outro da cultura, de Rei Lear a Chapeuzinho Vermelho, dominando a nossa imaginação. Essas histórias de enganos são cativantes porque se dirigem a algo fundamental na condição humana. A possibilidade sempre presente do engano é uma dimensão crucial de todos os relacionamentos humanos, até mesmo do mais central de todos: nosso relacionamento com nós mesmos.
Agora, pela primeira vez, o filósofo e psicólogo evolutivo David Livingstone Smith elucida o papel essencial que o engano e o auto-engano têm desempenhado na evolução humana – e animal – e demonstra que a estrutura de nossas mentes foi moldada desde tempos remotos pela necessidade de enganar. Smith nos mostra que, ao examinar as histórias que contamos, as falsidades que tramamos e os sinais inconscientes que emitimos, podemos aprender muito a respeito de nós e de como a nossa mente funciona.
Você ficará intrigado com o que encontrará neste fascinante livro, que mostra que a nossa extraordinária capacidade de enganar os outros – e até a nós mesmos – está na base da condição humana.
Data de publicação: 2006